Homemade

Homemade

por

Preston Kullingher

 

Desliguei a câmera. Ela dormia cansada. Havia sido um esforço imenso. Ultimamente tinha sido sempre assim. Não sei o que estava acontecendo comigo, ou com ela. Quem era o culpado de nós dois?

Me levantei bem devagar, mas tanto importava, ela não iria acordar mesmo. Tinha o sono pesado demais, podia cair um avião na casa e ela ainda assim apenas resmungaria palavras sem sentido.

Peguei a câmera e fui ao banheiro. O chão do quarto mais parecia uma pista de patinação no gelo, o nervo da minha perna se contorceu quando pisei, então fui na ponta dos pés. O pênis ainda estava duro, como um bastão de beisebol. Não havia gozado mesmo bombando durante quase uma hora, aliás nos últimos meses tenho tido extrema dificuldade para gozar fazendo sexo normal. Digo, normal o feito com outra pessoa.

No banheiro, sento no vaso mas não vou cagar. Na verdade,pretendo me masturbar pra ver se gozo e vou dormir tranquilo mas, isso vai depender do vídeo ter ou não ficado bom. O grande problema era sempre o posicionamento alinhado com a iluminação, quase sempre era escuro justamente porque ela não poderia saber que estava sendo filmada. Ia contra suas crenças católicas e prejudicaria a fidedignidade do vídeo . Gosto de coisas naturais, nada artificial. Me brochava o fato de saber que eram atores e que tudo era encenado, com um diretor atrás das câmeras dizendo – Corta, corta. Mete de novo que no quadro saiu teu ovo esquerdo.

A iluminação estava ótima. Dava pra ver nós dois em ação. O ângulo que não havia ficado muito bom, deveria ter afastado mais para a direita. Ela estava ótima, como sempre. Era linda e fotogênica. Nesse momento estava me masturbando me vendo transar a alguns minutos atrás. Será que sou algum tipo de doente ou pervertido? Ela de quatro foi o clímax do vídeo. Ela de quatro e eu cavalgando atrás, puxando seus cabelos loiros lisos. Me masturbava fortemente mas ainda não conseguia chegar lá. Quase deixo a câmera cair de minha mão direita, já que a outra segurava o precioso. Nada, a chuva de espuma não vinha. O pau começava a murchar. Que merda!

Fui pra debaixo do chuveiro, esfreguei sabonete pra ficar melhor. Agora estava com a mão molhada e não podia segurar a câmera. A mente em outro lugar. Já era.

Lavei o pau, enxuguei as mãos e sentei novamente na privada. Estava curvado e as mãos seguravam os cabelos como se fosse arrancá-los da cabeça em uma completa manifestação de desespero e aflição. Estava ficando louco? Era um deturpado moralmente? Não, não, era apenas um cara estranho, mais um cara estranho nesse mundo cão. Peguei o celular no quarto e voltei ao banheiro. Transferi o vídeo para o celular e apaguei da câmera. Entre outras bobagens que olhava no celular resolvi ver uns sites de putaria, talvez me ajudasse a gozar e ir dormir, era tudo que eu queria. Homemade, Amateur, Teens, Inter Racial, tudo ótimo mas nada me alegrava. Não era suficiente. Eu precisava de mais, muito mais. Olhei algumas sessões de Sketch… muito sujo para mim. Ainda não havia chegado naquele nível. Será que o problema era o fato de que eu na verdade não sabia transar direito? E, por isso não conseguia gozar? Será que eu estava fazendo certo? Será que alguém gozaria me vendo transar? Essas dúvidas ficaram martelando minha mente enquanto olhava outros caras transarem na internet. O pau ficara duro algumas vezes e murcho em várias outras. Havia uns caras que realmente não sabiam fazer nada. Resolvi mandar o meu, saído do forno. Além de contribuir para o site, que presta uma enorme ação social (quase filantrópica), talvez alguém comentasse e com isso sanasse algumas dúvidas, ou, quem sabe, alguém poderia elogiar meu trabalho árduo. Enviei. O ângulo não permitia identificar ninguém, então estava tranquilo com relação a isto.

Continuei vendo mais algumas bobagens no celular. Algumas postagens idiotas no Facebook, as conversas em grupo no Whatsapp. Grupos que tenham homens é sinonimo de videos caseiros de mulheres nuas ou transando com seus parceiros. Celular de homem é pior que um bordel. Olho novamente o site e voilá comentaram a postagem do video. Disseram que era um video ótimo. Um outro cara disse que minha mulher era gostosa. Ao ler os comentários do video meu pau endureceu novamente. Mais comentários. Um cara disse que queria comer ela na minha frente. Outro disse que queria comer ela e eu ao mesmo tempo. Um terceiro disse que queria que eu comesse ele. Eu estava a mil. A cada comentário eu ficava ainda mais excitado. Nossa, imaginei várias daquelas cenas. Era incrível a sensação da fama. Todos aqueles caras desconhecidos dizendo que queriam comer minha mulher… e a mim também. Não que eu fosse veado, mas… Ah! sei lá.

Enfim, após uma enxurrada de comentários gozei profundamente, apenas lendo os comentários que se avolumavam após a postagem do video.

Gozei por simples palavras depravadas de mentes doentias sexualmente. Vendo por esse prisma talvez eu fosse um deturpado sexual.

Limpei o pau no papel. Lavei o rosto. Deitei ao lado de minha esposa e lhe dei um beijo sereno de boa noite, um beijo de puro orgulho pela minha esposa, minha linda esposa.

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Homenagem ao Xvideos.com, parceiro em vários momentos de solidão.

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