Homemade

Homemade

by

Preston “fuck” Kullingher

I turned off the camera. She sleeping tired. It had been a huge effort. Lately it had always been like this. I don’t know what was happening to me, or her. Who was to blame for both of us?

I got up very slowly, but it did matter, she would not even wake up. She had a heavy sleep, a plane could crash in the house and she would still only mutter meaningless words.

I took the camera and went to the bathroom. The bedroom floor looked like an ice skating rink, the nerve of my leg twisted as I stepped, so I went on tiptoe. The penis was still hard, like a baseball bat. I had not a cum really banging for almost an hour, by the way, In the past few months I’ve had a hard time to cum doing a normal sex. I mean normal the made with someone else.

In the bathroom, I sit in the toilet, but I not going to shit. In fact, I intend to masturbate and cum and then I go to sleep quietly, but that depends on whether the video is good or not. The big problem was always the positioning aligned with the lighting, almost always dark just because she could not know what was being filmed. This went against his Catholic beliefs and would hinder the reliability of the video. I like natural things, nothing artificial. To know that they was actors and all that was staging with director behind the scene saying Cut! Cut! Fuck again!turns me off.

The lighting was great. You could see both of us in action. The angle that had not been very good, I should have moved farther to the right. She was perfect, like always. Gorgeous and photogenic. I was masturbating watching me get laid a few minutes ago. Am I some kind of sick or perverted? She’s on doggystyle and me riding back, pulling her straight blond hair was the climax of the video. I wink hardly but still could not get there. I almost let the camera fall from my right hand, since the other held the precious. Nothing, the shower of foam didn’t come. The dick was beginning to wither. What the fuck!

I went under the shower, rubbed the soap to get better. Now, my hand was wet and I could not hold the camera. Mind somewhere else. It’s over.

I washed the dick, wiped my hands and sat the toilet again. I tugged at my hair as if to tear them out of my head in a complete manifestation of despair and distress. Was I going crazy? Was I morally perverted? No, no, I was just a weird guy, another weird guy in this dog world. I took the phone in the room and went back to the toilet. I shared the video to the phone and delete from camera. Among bullshit and other that I looked at on phone I decided to see some porn, maybe it would help me to cum and go to sleep, It was all I wanted.

Homemade, Amateur, Teens, Inter Racial, every great but nothing inspire me. It’s not enough, I needed more, much much more. I saw some Sketch… . Very dirty to me. I had not reached that level yet. Was the problem the fact that I did not really know fuck right? And why could not get down? Was I doing right? Would anyone enjoy seeing me to fuck? These doubts kept pounding my mind as I watched other guys on the Internet. The dick had grown hard a few times and flaccid in many others. There were guys that really did not know how to do anything. I decided to sent my, fresh-out. In addition to contributing to the site, which provides a huge (almost philanthropic) social action, perhaps someone would comment and thus remedy some doubts, or, perhaps, someone could praise my hard work. I sent it. The angle would not allow anyone to be identified, so I was relaxed.

I kept seeing some more shit on phone. Some idiotic posts on Facebook, group conversations in Whats App. Groups of men is synonymous with naked women home videos or having sex with their partners. Man’s phone is worse than a whorehouse.

I look the site again and ‘voíla’, someone commented on the post of the video. They said it was a great video. Another guy said my wife was hot. Reading the comments of the video my cock hardened again. More comments. One guy said he wanted to fuck her in front of me, Another said he wanted to fuck her and me at the same time. A third said he wanted me to fuck him. Awesome! Every comment made me more excited. Wow! I imagined all of those scenes. It was incredible the feeling of fame. All that unknown guys saying they wanted to fuck my wife … and me too. Not that I was fag, but … Oh! I don’t know…forget it!

Anyway, after a flurry of comments I came in faster and deeply, just reading the comments that grew after the video post.

I have come for simple depraved words of sexually unhealthy minds. Seeing through this prism, maybe I was a sexual perverted too.

I cleaned the cock on the paper. I washed my face. I lay beside my wife and gave her a serene kiss of goodnight, a kiss of pure pride for my wife, my beautiful wife.

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Xvideos.com – A friend in a lot of times of loneliness.

Homemade

Homemade

por

Preston Kullingher

 

Desliguei a câmera. Ela dormia cansada. Havia sido um esforço imenso. Ultimamente tinha sido sempre assim. Não sei o que estava acontecendo comigo, ou com ela. Quem era o culpado de nós dois?

Me levantei bem devagar, mas tanto importava, ela não iria acordar mesmo. Tinha o sono pesado demais, podia cair um avião na casa e ela ainda assim apenas resmungaria palavras sem sentido.

Peguei a câmera e fui ao banheiro. O chão do quarto mais parecia uma pista de patinação no gelo, o nervo da minha perna se contorceu quando pisei, então fui na ponta dos pés. O pênis ainda estava duro, como um bastão de beisebol. Não havia gozado mesmo bombando durante quase uma hora, aliás nos últimos meses tenho tido extrema dificuldade para gozar fazendo sexo normal. Digo, normal o feito com outra pessoa.

No banheiro, sento no vaso mas não vou cagar. Na verdade,pretendo me masturbar pra ver se gozo e vou dormir tranquilo mas, isso vai depender do vídeo ter ou não ficado bom. O grande problema era sempre o posicionamento alinhado com a iluminação, quase sempre era escuro justamente porque ela não poderia saber que estava sendo filmada. Ia contra suas crenças católicas e prejudicaria a fidedignidade do vídeo . Gosto de coisas naturais, nada artificial. Me brochava o fato de saber que eram atores e que tudo era encenado, com um diretor atrás das câmeras dizendo – Corta, corta. Mete de novo que no quadro saiu teu ovo esquerdo.

A iluminação estava ótima. Dava pra ver nós dois em ação. O ângulo que não havia ficado muito bom, deveria ter afastado mais para a direita. Ela estava ótima, como sempre. Era linda e fotogênica. Nesse momento estava me masturbando me vendo transar a alguns minutos atrás. Será que sou algum tipo de doente ou pervertido? Ela de quatro foi o clímax do vídeo. Ela de quatro e eu cavalgando atrás, puxando seus cabelos loiros lisos. Me masturbava fortemente mas ainda não conseguia chegar lá. Quase deixo a câmera cair de minha mão direita, já que a outra segurava o precioso. Nada, a chuva de espuma não vinha. O pau começava a murchar. Que merda!

Fui pra debaixo do chuveiro, esfreguei sabonete pra ficar melhor. Agora estava com a mão molhada e não podia segurar a câmera. A mente em outro lugar. Já era.

Lavei o pau, enxuguei as mãos e sentei novamente na privada. Estava curvado e as mãos seguravam os cabelos como se fosse arrancá-los da cabeça em uma completa manifestação de desespero e aflição. Estava ficando louco? Era um deturpado moralmente? Não, não, era apenas um cara estranho, mais um cara estranho nesse mundo cão. Peguei o celular no quarto e voltei ao banheiro. Transferi o vídeo para o celular e apaguei da câmera. Entre outras bobagens que olhava no celular resolvi ver uns sites de putaria, talvez me ajudasse a gozar e ir dormir, era tudo que eu queria. Homemade, Amateur, Teens, Inter Racial, tudo ótimo mas nada me alegrava. Não era suficiente. Eu precisava de mais, muito mais. Olhei algumas sessões de Sketch… muito sujo para mim. Ainda não havia chegado naquele nível. Será que o problema era o fato de que eu na verdade não sabia transar direito? E, por isso não conseguia gozar? Será que eu estava fazendo certo? Será que alguém gozaria me vendo transar? Essas dúvidas ficaram martelando minha mente enquanto olhava outros caras transarem na internet. O pau ficara duro algumas vezes e murcho em várias outras. Havia uns caras que realmente não sabiam fazer nada. Resolvi mandar o meu, saído do forno. Além de contribuir para o site, que presta uma enorme ação social (quase filantrópica), talvez alguém comentasse e com isso sanasse algumas dúvidas, ou, quem sabe, alguém poderia elogiar meu trabalho árduo. Enviei. O ângulo não permitia identificar ninguém, então estava tranquilo com relação a isto.

Continuei vendo mais algumas bobagens no celular. Algumas postagens idiotas no Facebook, as conversas em grupo no Whatsapp. Grupos que tenham homens é sinonimo de videos caseiros de mulheres nuas ou transando com seus parceiros. Celular de homem é pior que um bordel. Olho novamente o site e voilá comentaram a postagem do video. Disseram que era um video ótimo. Um outro cara disse que minha mulher era gostosa. Ao ler os comentários do video meu pau endureceu novamente. Mais comentários. Um cara disse que queria comer ela na minha frente. Outro disse que queria comer ela e eu ao mesmo tempo. Um terceiro disse que queria que eu comesse ele. Eu estava a mil. A cada comentário eu ficava ainda mais excitado. Nossa, imaginei várias daquelas cenas. Era incrível a sensação da fama. Todos aqueles caras desconhecidos dizendo que queriam comer minha mulher… e a mim também. Não que eu fosse veado, mas… Ah! sei lá.

Enfim, após uma enxurrada de comentários gozei profundamente, apenas lendo os comentários que se avolumavam após a postagem do video.

Gozei por simples palavras depravadas de mentes doentias sexualmente. Vendo por esse prisma talvez eu fosse um deturpado sexual.

Limpei o pau no papel. Lavei o rosto. Deitei ao lado de minha esposa e lhe dei um beijo sereno de boa noite, um beijo de puro orgulho pela minha esposa, minha linda esposa.

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Homenagem ao Xvideos.com, parceiro em vários momentos de solidão.

Delete after Read

Delete After Read

by

Preston Kullingher

 

imageAMANDA <amanda_flowers@gmail.com> 06/08/12

for you

 

Delete after read.

I know it’s been a while since we broke up. And since that time and how everything happened I did not have the opportunity to explain my reasons, so I ask you to please read this email until the end. I can’t leave spent more time doing nothing and you once told me that in live we have to do something, act, been more than spectators. And, that’s why I’m acting now, even though it might be too late. I’m acting simply because I love you, even if you do not believe me and you have your reasons for it.

I did not act the best way, I admit. Forgive me for this and for everything that has happened in your life after that. The youth carries in the pack a lot of stupidity, inexperience and arrogance. I was selfish, today I can see and admit it. I wanted to all the world on my backpack, and at the same time did not know exactly what I wanted. I wanted to be with you, but the perspective of a predictable, unchanging life afflict me. The “To have something” and not have the rest scared me a lot. How naive, nobody has everything in life. That’s why we have to take decisions, make hard choices.

I always loved you, but at that moment I decided to deny it to myself and choose the dream, to know and to open the world. To live more.
After that fateful day we broke, I went home and cried all night. On morning after I wiped away my tears, took a deep breath, gathered my things and get out.
I went to Rio and spent some time in the house of friends of friends. I met the Christ, the Sugar Loaf, I walked in the Lagoon, watched a full Maracanã for Flamengo. I went to several parties, in Lapa, in Rocinha. I confess that I was with other guys. Some beautiful, others gorgeous. I kissed girls too. Started as a joke, drunk, and then be normal. But I’ve always had a crush on men.

I left Rio and decided to get to know Europe. And I knew her very well. I started in Portugal, Lisbon. I remember it was your dream to know Portugal. I drank port wine in the city of Porto, I ate Belém’s pasta in Belém. I entered Spain and crossed the whole region of Andalusia, a magical region; Barcelona and its incredible architecture, Madrid; I went in Italy, I’ve been on clouds  seeing the fashion in Milan and the people walking in the streets always very well dressed, the wonderful weather. I watched the own Pope at San Peter’s square in Rome, even not be Catholic. I saw the lights of Paris and the beautiful Eiffel Tower and the Champs Élysées.

I’ve been with other people all these times, never enjoyed being alone. Saying that Happiness only real when shared. And it is truth. But in all those moments, places, cities, different countries, I’ve never been able to forget you. An image and a taste did not out of my mind. That hour when sleep does not come and that we lie down, simply wandering in the outer space of the mind, in those hours I would see myself remembering that kiss given by us on that bridge, remember? I laughed and wondered why I was thinking about it, it was so old, so long ago, and had no sense. But it was an image that hammered my mind, sometimes hiding in the fog of thought but did not fade. It was like a nail in the wood, a thorn in the flesh, it bothered, it was always there.

It’s been four years since that kiss and a lot has changed. I changed, you sure have changed too. Must be married already, with son …. Maybe this is not even your email anymore, maybe I’m just wasting time typing all this up, but I needed to tell you that, even if it means nothing more:

You were the only person I really loved in life and I hope one day you can forgive me for what I did.

It took me a long time to accept this and in that period I thought I loved other people, but I discovered that love does not pass, does not age, does not die, for it is not passion that, like fire with time, dissipates. Love is divine.
I do not need to be with you or have you in my life again (though that would be wonderful!) To have this certainty.
The mere fact that you know that I’ve always loved you is enough for me. The simple certainty that you read this letter in e-mail form already comforts my spirit. I wish from all of my heart that you are happy, with whoever you are and that one day you can forgive me for all the bad and all the pain that I have caused you. The selfishness of eighteen did not make me look at the impact my actions would have on others’ lives, but it is never too late to repent and ask for forgiveness.

Amanda.

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imageDavid Souza <davidsouza86@gmail.com> 08/08/12

para amanda_flowers

 

Hello Amanda, Your words are beautiful, simple, courageous, definitive.
Unfortunately time is a cruel enemy with all of us humans.
David will not be able to read this letter, he died a while ago.

He was very bad at the time with the end of the courtship, could not stand the situation well …
He started to drink every day, I think as a way of escape, forget everything, erase existence. Until one day he left and did not come back.
They found the car on the cliff, we do not know for sure what happened, if it was an accident, if there was another car involved, or if he …

I would very much like you to know that neither I nor anyone in my family blames you for what happened, you were young, you are still very young, unfortunately he did not endure all those emotions coming all at once.

In his absence I accept your apologies and for me feel forgiven of everything you have done.

Life goes on, we learn from our mistakes and correctness, with our attitudes. Everything is learning.

Every moment we let pass, sometimes out of shame, out of fear, because we think it means nothing else, we miss the opportunity to reconcile with ourselves and with whom we love, which is what really matters. From start all over again, write a new chapter in the book of our lives. And sometimes it may be too late.

A big hug

Peter

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Desperate tears fell endlessly across the screen.

Leia e Depois Apague

Leia e Depois Apague

Preston Kullingher

 

image AMANDA <amanda_flowers@gmail.com> 06/08/12

LEIA E DEPOIS APAGUE.

Eu sei que já faz um certo tempo que terminamos. E desde aquela época e pela forma como tudo ocorreu não tive oportunidade de explicar meus motivos, por isso peço a você que por favor leia este e-mail até o fim. Não posso deixar passar mais tempo sem fazer nada e você mesmo disse uma vez que na vida nós temos que fazer algo, agir, sermos mais que espectadores. E, por isso eu estou agindo agora, mesmo que possa ser tarde demais. Estou agindo simplesmente porque eu amo você, mesmo que não acredite e tem suas razões para isso. Não agi da melhor maneira, reconheço. Me perdoe por isso e por tudo que ocorreu em sua vida depois disso. A juventude carrega na mochila muita estupidez, inexperiência e arrogância. Fui egoísta, hoje sei ver e admitir isso. Eu queria abraçar o mundo com as pernas, com os braços, com os dedos, tudo, e ao mesmo tempo não sabia exatamente o que queria. Eu queria estar com você, mas a perspectiva de uma vida previsível, sem mudanças me afligia por dentro. O “ter algo” e deixar de ter tudo o mais me assustava bastante. Quanta ingenuidade, não se pode ter tudo na vida, ninguém tem tudo na vida. É por isso que temos que tomar decisões, fazer duras escolhas.

Eu sempre amei você, mas naquele momento decidi negar isso pra mim mesma e escolher o sonho, conhecer e desbravar o mundo. Viver mais intensamente.

Depois daquele fatídico dia em que terminamos, fui pra casa e chorei a noite toda. No outro dia limpei as lágrimas, respirei fundo, juntei as minhas coisas e me mandei.

Parti rumo ao Rio de Janeiro e passei um tempo na casa de umas amigas de umas amigas. Conheci o Cristo, o Pão de açúcar, caminhei na lagoa, assisti um maracanã lotado pelo Flamengo. Fui em várias festas, na Lapa, na Rocinha. Confesso que fiquei com outros caras. Alguns bonitos, lindos, maravilhosos até… . Beijei mulheres também, várias aliás. Começou por brincadeira, bêbada e depois virou normal. Mas sempre tive uma queda por homens.

Saí do Rio e decidi conhecer a Europa. E a conheci muito bem. Comecei por Portugal, Lisboa. Lembro que era seu sonho conhecer Portugal. Bebi vinho do porto na cidade do Porto, comi Pastel de Belém em Belém. Entrei na Espanha e atravessei toda a região da Andaluzia, uma região mágica; Barcelona e sua arquitetura incrível, Madrid; Fui na Itália, morri, toquei o céu e voltei vendo a moda em Milão e as pessoas andando nas ruas sempre muito bem vestidas, o clima maravilhoso. Assisti uma missa feita pelo próprio Papa em Roma, mesmo não sendo católica. Vi as luzes de Paris e a linda Torre Eiffel e o Champs Ellysés.

Estive com outras pessoas em todos esses momentos, nunca gostei de estar só. Dizem que a alegria é melhor quando é compartilhada, e é a mais pura verdade.

Mas em todos esses momentos, lugares, cidades, países distintos, eu nunca consegui esquecer você. Uma imagem e um gosto não me saíam da cabeça. Aquela hora em que o sono não vem e que a gente fica deitada, simplesmente vagando pelo espaço sideral da mente, nessas horas eu me via lembrando daquele beijo dado pela gente em cima daquela pontezinha, lembra? Eu ria e me perguntava o porquê de estar pensando naquilo, era tão antigo, fazia tanto tempo, e não fazia a menor noção. Mas era uma imagem que martelava a minha mente, às vezes se escondia na névoa dos pensamentos mas não se apagava. Era como um prego na madeira, um espinho na carne, incomodava, estava sempre lá.

Já se passaram quatro anos desde aquele beijo e muita coisa mudou. Eu mudei, você com certeza também mudou. Deve já estar casado, com filho… . Talvez esse nem seja mais seu e-mail, talvez eu só esteja perdendo tempo digitando tudo isso, mas eu precisava dizer isso a você, mesmo que não signifique mais nada:

 

VOCÊ FOI A ÚNICA PESSOA QUE EU REALMENTE AMEI NA VIDA E ESPERO QUE UM DIA VOCÊ POSSA ME PERDOAR PELO QUE FIZ.

 

Eu demorei muito tempo para aceitar isso e nesse período pensei ter amado outras pessoas, mas eu descobri que o amor não passa, não envelhece, não morre, pois não é paixão que, como fogo com o tempo se dissipa. O amor é divino.

Eu não necessito estar com você ou ter você na minha vida novamente (apesar de que isso seria maravilhoso!) para ter a esta certeza. O simples fato de você saber que eu sempre amei você já me basta. A simples certeza de que você leu essa carta em forma de e-mail já me conforta o espírito. Desejo do fundo do meu coração que você seja feliz, com quem quer que você esteja e que um dia você possa me perdoar por tudo de ruim e toda dor que eu te causei. O egoísmo dos dezoito anos não me fez olhar para o impacto que minhas ações causariam na vida dos outros, mas nunca é tarde para se arrepender e pedir perdão.

 

AMANDA

 

 

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David Souza <davidsouza86@gmail.com> 08/08/12

para amanda_flowers

 

Olá Amanda, Suas palavras são lindas, singelas, corajosas, definitivas.

Infelizmente o tempo é um inimigo cruel com todos nós seres humanos.

O David não vai poder ler esta carta, ele morreu já faz um tempo.

Ele ficou muito mal na época com o fim do namoro, não aguentou bem a situação…

Ele passou a beber todos os dias, acho que como forma de fuga, esquecer tudo, apagar a existência. Até que um dia ele saiu e não voltou mais.

Acharam o carro no despenhadeiro, não se sabe ao certo o que aconteceu, se foi um acidente, se havia outro carro envolvido, ou se ele…

Eu gostaria muito que você soubesse que nem eu e nem ninguém da minha família te culpa pelo que aconteceu, vocês eram jovens, você ainda é muito jovem, infelizmente ele não suportou todas aquelas emoções vindas todas de uma vez.

Na ausência dele eu aceito suas desculpas e por mim sinta-se perdoada de tudo que você tenha feito.

A vida é assim mesmo, aprendemos com nossos erros e acertos, com nossas atitudes. Tudo é aprendizado. Cada momento, cada instante a mais que deixamos passar, às vezes por vergonha, por medo, por achar que não significa mais nada, perdemos a oportunidade de nos reconciliarmos com nós mesmos e com quem a gente ama, que é o que realmente importa. De começarmos tudo de novo, escrever um novo capítulo no livro das nossas vidas. E às vezes pode ser tarde demais.

 

Um grande Abraço

 

PEDRO SOUZA

 

 

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Lágrimas desesperadas caíam intermináveis do outro lado da tela.

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X

by
Preston Kullingher

 

I woke up around 12 a.m. as usual. I took the phone and I did not believe it. There were two videos called her. I rubbed my eyes and looked again, could have been a mistake, these apps often fail. But not. It was real. She had actually called me, and twice in a row. At the time I don’t mind, I brushed my teeth and put something on an empty stomach.

Useless. It was pounding my head all through the morning, actually all day. But what did she want with me? Thousands of reasons ran through my mind, some absurd. Money? Sexual favors? Maybe a reunion? A turn? No, very unlikely. We were with other people now. We were together for a little while, months. And it had been three years since everyone had gone to your side and followed your shit life. Hers a little more than mine because of the financial factor, I guess. Not that I was rich, far from it. I had only an old car and a little money that would allow me to eat tasty shit that will one day clog my veins.  I had not been much drinking because of the damn reflux.

At night, I could not bear it and sent  a message. She answered. The conversation started strange. I asked if she had called me and she replied that it had been a mistake. Coward!. Or perhaps the question had sounded to her a little harsh or coarse, and so she preferred to be on the defensive for fear of opening her guard and going into open-chest combat. We continue with the scrip conversation, the one in which we ask about how healthy parents, siblings, grandparents (if they have not died!) And if they still work in the same place, and if they still live in the same house. Obviously we are not interested in any of this. Not to let the conversation die I asked about her cousin, whom I had met the day we first met, and who had almost crush with her. I had danced with both  and, see, I dance very badly, and to be able to make myself go to dance is because I have to be very interested in the person. I ended up staying with her instead of her cousin. I had been in love with her from the beginning, since the first time I saw her. Our relationship was kind of crooked from the start and ended up in a not-so-cool way for me. But these are mistakes of the past that young people commit and that they have to commit even. It is a poetic freedom of youth. Live and let  live. Carpe diem. We are still young and we can commit nonsense with our current boyfriends, who one day we may regret, as she did a few months ago when she sent me a crude, sincere, multi-line message, an honest apology, courageous.

And now this video call. The conversation was coming to an end, cold and shallow. When I wanted to see the photo she was displaying in the app clumsy I starting a video call for her. I managed to switch off. Seconds later she would return the call. When the image of her lying on the bed appeared on the screen was like an old taste of home-cooked food, like going to visit the grandmother in the south. She was well, very well. It had not changed at the time we were together. I made a point of saying this because all of my ex were obese and had children to raise. She laughed and liked the compliment. He took the line and asked me if I had married. I told her I was far from that. The conversation flowed naturally, tasty. The barriers had been set aside. I asked again where her cousin was, and she did not miss the opportunity to say that I always had a crush on her. We laughed. I did not deny it. Her cousin was beautiful, but she was more. Beauty and attitude in a strong face with slight indigenous features. It was easy to be attracted to her. At that moment I imagined making love to her again. Love not, I imagined myself fucking her vigorously. All that I had not done when we were together. We only made love once and it sucked. It was fast, I was not on a very good day and she was not in the mood to do it. She invented the old, mangled excuse of the headache and wanted to go home. All lie. A week later I discovered that she cheated on me with an older guy, rich . She was fucking probably every fucking single day with him and for me gave  poor excuses. But, I was not idiot, and long before I discovered the her betrayal  I was back on  track with my ex. Actually today I do not know who cheat who. It’s confusing, I confess. If she thought back then that I would wait for her goodwill to want to fuck me, she missed. Every woman should know that any normal man, real man , not these fresh boys fed up with sensitive, whiny and feminine nowadays, can not stay a week without sex. And we had been dating for over three months. It was close to the fourth month when it rolled, and a week later I discovered her betrayal.

At the time she did not cry,  not showed  repentance, stood firmly supporting her position. I am not against betrayal, far from me, I defend the ideology that people have to do what they need to because life is too short to impose limits: social, ethical, religious. You only live once, so do it well. But I am an alpha dog, and at that moment I had to impose myself as such: I cursed her of all possible words, I did not let her speak for a minute to expound her motives. Fuck the motives, they doesn’t matter to me. We talked on the phone and she wanted to see me in person to talk better and explain what had happened, but such was my anger that I threatened to punch her in the face if I saw her in front of me. (I would never do that! But at that moment this is what I said.). She was scared. A scare half as suspicious as she wanted to pay to see. This time she must have gotten totally wet. She liked this kind of men, raw, uncontrolled in fury and she had not yet seen this side of me.

I’m a peaceful guy, almost a Zen Buddhist, but it’s all the medicine’s fault, they soothe the ravenous hungry wolf inside me.
Weeks after the end she asked for her cousin (the same one I danced and who was crushing), call me. She did not have the courage . I knew she was aside listening to the conversation so I talk to both listen. I simply told the truth. I was a nice boyfriend and she had betrayed me because she wanted to try new things, she was not sorry, it was just remorse and shame that her farce was discovered. I called her a fucking kind of whore, something out there. But all this is past. And I can not hold anyone’s grudge, my anger goes away in a few weeks. Then, I do not even remember what happened. For me it becomes a great bullshit.

Days after the video call conversation she called me again. She came in with a soft little chat about what I was doing and I realized what she looking for and I got right to the point. We meet in a square near her house. She got in the car, greeted me with her “What’s up boy?” As she always said. I looked right at her face and I put my right hand behind her head and pulled it down with a big French kiss, my left hand caressing her legs. Her breath was already breathless, and my left hand was no more just on legs. I noticed she was already on the point and headed for the first motel nearby. It was sensational. She was on clouds: sweaty, exhausted, devastated.

I was not to come. I don’t know why.

I took a shower as I always do, to clear the soul and mind. I went back to the bedroom and dressed and sat in an armchair facing her. I watched her for a few minutes until she realized she was being watched and covered herself shame with the sheet . My mind was far away. Three years ago on time. Against my will, came the memory of that fateful day, of betrayal and how the days after were very difficult to control a wounded ego. She said something to me from the bed, but I did not hear. Images ran through my head devastatingly. I got out of the armchair and left the money for the motel and the taxi, and I never sought it again, nor did she look for me.

X

X

Preston Kullingher

 

Acordei lá pelas 12 a.m como de costume. Peguei o celular e não acreditei. Haviam duas videos chamadas dela. Esfreguei bem os olhos e olhei de novo, poderia ter sido um engano, esses apps costumam falhar com frequência. Mas não. Era real. Ela realmente havia me ligado,  e duas vezes seguidas. Na hora não liguei, fui escovar os dentes e colocar algo dentro do estômago vazio.

Inútil.  Aquilo ficou martelando minha cabeça durante toda a manhã, na verdade durante todo o dia. Mas o que será que ela queria comigo? Milhares de razões percorreram minha mente, algumas absurdas. Grana?  Favores sexuais?  Um reencontro talvez?  Uma volta? Não, muito improvável. Estávamos com outras pessoas agora. Estivemos juntos por pouco tempo,  meses. E já fazia três anos que cada um havia ido para o seu lado e seguido com sua vidinha medíocre. A dela um pouco mais do que a minha por conta do fator financeiro, penso eu. Não que eu fosse rico, longe disso. Tinha apenas um carro velho e um pouco de grana que me permitia comer porcarias gostosas que um dia irão entupir minhas veias. Não andava bebendo muito por causa do maldito refluxo.

À noite, não aguentei e lhe enviei uma mensagem. Ela respondeu. A conversa começou estranha. Eu perguntei se ela havia me ligado e ela respondeu que havia sido engano. Medrosa. Ou, talvez a pergunta tivesse soado para ela um tanto ríspida ou grosseira e por isso preferiu se colocar na defensiva com medo de abrir a guarda e ir para o combate de peito aberto. Continuamos com a conversa de scrip, aquela em que perguntamos sobre como tem estado de saúde pais, irmãos, avós (se já não morreram!) e se ainda trabalha no mesmo lugar, e se ainda mora na mesma casa. Óbvio que não estamos interessados em nada disso. Para não deixar a conversar morrer perguntei sobre sua prima, que eu havia conhecido no dia em que ficamos pela primeira vez, e que quase havia ficado com ela. Havia dançado com as duas e, olha que danço muito mal, e pra conseguir me fazer ir dançar é porque eu tenho que estar muito interessado na pessoa. Acabei ficando com ela mesmo, ao invés da prima. Estava afim dela desde o começo,  desde a primeira vez que a vi. Nosso namoro foi meio torto desde o início e acabou de uma forma não muito legal pra mim. Mas isso são erros do passado que as pessoas jovens  cometem e que tem que cometer mesmo. É uma liberdade poética da juventude. Viva e deixe-se viver. Carpe diem. Ainda somos jovens e podemos vir a cometer bobagens com os nossos atuais namorados, as quais um dia poderemos nos arrepender, como ela mesmo fez a alguns meses atrás quando me mandou uma mensagem crua, sincera, de várias linhas, um pedido de desculpas honesto, corajoso.

E agora essa video chamada. A conversa estava caminhando para o fim, fria e superficial. Quando eu quis ver a foto que ela exibia no app acabei por iniciar uma video chamada para ela. Atrapalhadamente consegui desligar. Segundos depois ela retornava a chamada. Quando a imagem dela deitada na cama apareceu na tela foi como um sabor antigo de comida caseira, como ir visitar a avó no campo. Ela estava bem, muito bem. Não havia mudado nada na época em que estivemos juntos. Fiz questão de dizer isso pois todas as minhas ex estavam obesas e com filhos para criar. Ela riu e gostou do elogio.  Aproveitou a deixa e me perguntou se eu havia casado. Informei que estava bem longe disso. A conversa fluía naturalmente, gostosa. As barreiras haviam sido deixadas de lado.  Perguntei, novamente, por onde andava sua prima e ela não perdeu a oportunidade de dizer que eu sempre tive uma queda por ela. Rimos. Eu não neguei. Era bonita a prima dela, mas ela era mais. Beleza e atitude em um rosto forte com leves traços indígenas. Era fácil se sentir atraído por ela. Neste momento me imaginei fazendo amor com ela de novo. Amor não,  me imaginei trepando com ela vigorosamente. Tudo o que eu não havia feito quando estivemos juntos. Só fizemos amor uma única vez e foi uma merda. Foi rápido, eu não estava em um dia muito bom e ela não estava muito afim de fazer. Inventou a velha e manjada desculpa da dor de cabeça e que queria ir para casa. Tudo mentira. Uma semana depois descobri que ela me traía com um cara mais velho, rico. Dava pra ele direto e pra mim inventava desculpas ralas. Eu não fiquei atrás, e muito antes de descobrir a traição da parte dela voltei a ficar com a minha ex. Na verdade hoje não sei quem traía quem. É confuso, confesso. Se ela pensou na época que eu iria ficar esperando a boa vontade dela em querer transar comigo, ela errou feio. Toda mulher devia saber que qualquer homem normal, homem mesmo, não esses meninos frescos metidos a sensíveis, chorões e femininos de hoje em dia, não consegue ficar uma semana sem sexo. E nós já namorávamos a mais de três meses. Estava próximo do quarto mês quando rolou e uma  semana depois descobri a traição dela.

Na época ela não chorou, não mostrou arrependimento, manteve-se firme sustentando sua posição. Não sou contra a traição,  longe de mim, defendo a ideologia que as pessoas tem que fazer o que bem entenderem pois a vida é muito curta para se impor limites sociais, éticos,  religiosos. Só se vive uma vez, portanto faça bem feito. Mas eu sou um macho alfa e naquele momento tive que me impor como tal: Xinguei-a de todos os nomes possíveis,  não a deixei falar um minuto sequer para expor seus motivos. Fodam-se os seus motivos, eles não me importavam nem um pouco. Falávamos ao telefone e ela queria me ver pessoalmente para conversar melhor e explicar o que havia acontecido,  mas tamanha era a minha raiva que ameacei soca-la se a visse na minha frente. (Jamais faria isso! Mas naquele momento foi o que consegui dizer.) Ela se assustou. Um susto meio de desconfiança como que quisesse pagar pra ver. Nessa hora ela deve ter ficado totalmente molhada. Gostava de homens assim, brutos, descontrolados em momentos de fúria e ela ainda não havia visto esse meu lado. Sou um cara pacífico,  quase um zen-budista, mas é tudo culpa dos remédios,  eles que acalmam o lobo faminto raivoso dentro de mim. Semanas depois do término ela pediu para a prima (a mesma que eu dancei e que ia ficando), me ligar. Ela mesmo não teve coragem. Eu sabia que ela estava do lado da prima ouvindo a conversa de forma que eu falei para ela ouvir mesmo. Disse a verdade, simplesmente. Eu era um namorado legal e ela havia me traído porque queria experimentar,  não estava arrependida coisa nenhuma, era apenas remorso e vergonha por ter sido descoberta sua farsa. Chamei-a de farsante de merda e vagabunda da pior espécie, algo por ai. Mas tudo isso é passado,  é história. E eu não consigo guardar rancor de ninguém,  minha raiva passa em algumas semanas. Depois nem me lembro mais o que houve. Pra mim se torna uma grande bobagem.

Dias depois da conversa via videochamada ela me ligou novamente. Veio com uma conversinha mole sobre o que eu estava fazendo e eu percebi qual era dela e fui direto ao ponto. Nos encontramos em uma praça perto da casa dela. Ela entrou no carro, me cumprimentou com o seu “ E ai rapaz?” como sempre fazia. Eu olhei bem na cara dela passei a mão direita por trás da cabeça e puxei-a dando um grande beijo de língua, a mão esquerda acariciando suas pernas. A respiração dela já estava ofegante, e a minha mão esquerda já não estava mais só nas pernas. Aproveitei que ela já estava no ponto e me dirigi para o primeiro motel próximo. Foi sensacional.  Ela tocou o céu e voltou. Estava suada, esgotada, arrasada.

Eu não gozei. Não sei bem o porquê.

Tomei uma chuveirada como sempre faço para limpar a alma e a mente. Voltei para o quarto me vesti e fiquei sentado em uma poltrona  de frente para ela. Observei-a por alguns minutos até ela perceber estar sendo observada e se cobriu com o lençol com vergonha. Minha cabeça estava longe dali. Três anos atrás no tempo. Contra a minha vontade me veio a lembrança daquele fatídico dia, da traição e em como os dias posteriores foram bem difíceis de se controlar um ego ferido. Ela falou alguma coisa comigo da cama, mas não escutei. Imagens passavam pela minha cabeça devastadoramente. Me levantei da poltrona deixei a grana do motel e do táxi e nunca mais a procurei, nem ela a mim.

 

02

02

Preston Kullingher

 

She was leaving and I didn’t know what to do or feel. It was strange. We were not together anymore, if it ever were in fact. Just going out for a time, a month, guess. For my part was “hook up”, from her I can’t say. I just know that I jumped out when she wanted to make something more serious.

The news caught me off guard and as a snap my mind without warning was on her, calling her. It was as if suddenly she was part of my life, and her absence would leave me a big empty. When  I saw the posting, dude I’m freaked out: She had quit the job. And she loved that shit job…

I met her there, and in a few months we were going out, enjoying parties, beaches, travel once. Actually, I was chase after her when she was in another town visiting parents. We exchanged messages when she challenged me, saying that I would not dare, and two hours later I was at the front door. It was the first time we crush, only kisses. In the back of the trip it was that happened for sure. Was good. Not wonderful, not great. Just good. And yet I could not let it go, stay away. There was a strong attraction on my side, and a strong loneliness of her. She was very needy company and affection for living in big city alone, country girl, you know. Now she was going away, to another country. It was a no way back trip. Going to work, live, get a husband, build a new different life from what had, absolutely better. Probably never see her again. I haven’t seen her for almost year, but knew she was there, right there, a few minutes drive from my home. Now it was totally different. It was for real. Definitive. Definitely. Fuck!

Talked to her at the same time saw the posting, we arranged to see later in a bar.

We were two strangers sitting together. The conversation didn’t flow spontaneously, I asked, she answered, we drank our beers, listened to the band play and that fuck band from hell! But it was a parade of beauties in very skinny clothes, denim shorts, skirts, thick legs, big butts for all over the place, that made me turn (covertly!) several times the neck. I felt the answers she gave me some old rancor kept. As at the time she said was going because there was no strong ties to the arrest here, except his mother and some friends. Since it was alone most of the time, there was no difference be alone there than here. She said it looking through my eyes. It hurts.

I wish I could to juggle and dating her and with other affairs. But I couldn’t. Already had a girlfriend, and loved her. Seriously. And it’s hard to manager a dating and some “friends”, imagine another official girlfriend. It would have to be an artist. Always complicated at the time of the calls and messages. It seems like they feel when I’m with the “other” because, right on time, is that calling me. I have to leave in vacuum or turn off the phone to the other not to notice, and then  explain to another why have not responded. Many others that come to confuse me. A certain friend policeman once told me that the problem was just  hierarchy issues. We had to allocate them in different status to not have confusion. Girlfriends, brides, affairs each one in predetermined space and that’s it. A caste system, a Karma. Simple, or not.

Yeah! I want to be more than one, have multiple lives or just that they doesn’t matter to such bullshit loyalty, 1 → 1. I was an element that connected me to other elements of the universal set. 1 → U.

After the bar, we kissed in the car at her front door. I thought she was asking me to go upstairs, we would love that would sleep together for the last time before departure as if we were many years lovers, a farewell to mark the relationship that might have existed but that was not.

Nothing. Her pride was greater than the desire. We said bye with automatic tongue kisses, technicians, without lust, without tingling in the body or strong and accelerated breathing. Cold as night 3 am. On the way back, the dark and empty streets and thought immersed in potential loves, other people, other friends, new places to live, identity, appearance, new life. Maybe one day it wasn’t me who drop out?

The next day she returned to the city where she was born, the city of their parents. Would stay with them until the day of departure.

I didn’t call, not sent messages, could not do that to her. I had to let her go.

The departure day I went to the airport. Among cries and sobs of relatives and close friends we took a friend hug, a handshake and a simple bye, not a goodbye, even though it would fit perfectly, but it is a strong word that people are afraid to speak.

And so, my friend went to breathe European airs. I don’t know exactly what I felt being there at the time, watching that scene I imagined being her boyfriend in a parallel reality perhaps.

02 Goodbye, thank you for giving me a good, amazing, remarkable experience. What would life be if it were not so?

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¹ To R.K for having awakened in me the desire to be a lot of me.

² I’m not a sexist pig, believe me. This is only a ficcional short.

02

02

Preston Kullingher

 

Ela ia embora e eu não sabia o que fazer, ou o que sentir. Era estranho. Na verdade não estávamos mais juntos, se é que alguma vez estivemos de fato.  Apenas “curtimos” por um tempo, um mês, acho. Da minha parte foi “curtição”, da dela não sei. Só sei que  quando ela quis tornar em algo mais sério pulei fora.

A notícia me pegou desprevenido e em um estalar de dedos me vi pensando nela, ligando para ela. Era como se de repente fizesse parte da minha vida, e sua ausência fosse me deixar um tremendo vazio. Quando vi a postagem pirei: havia pedido demissão do emprego. E ela que adorava tanto aquela merda de emprego….

A conheci lá, e em poucos meses estávamos saindo, curtindo baladas, praias, viajamos uma vez. Na verdade, eu que fui atrás dela quando estava em outra cidade visitando os pais. Trocávamos mensagens quando ela me desafiou, dizendo que eu não teria coragem, e duas horas depois estava eu na porta da casa dos pais dela. Foi a primeira vez que ficamos, apenas beijinhos. Na volta da viajem foi que rolou pra valer. Foi bom, não maravilhoso, nem ótimo, apenas bom. E mesmo assim eu não conseguia deixar pra lá, me afastar. Havia uma forte atração da minha parte, e uma forte solidão da dela. Era muito carente de companhia e afeto pois morava na cidade grande sozinha, menina vinda do interior, você sabe. Agora ela ia embora, pra outro país. Era uma viagem sem volta. Iria pra trabalhar, morar, com certeza arrumar um marido, construir uma nova vida diferente da que tinha, melhor. Provavelmente nunca mais a veria. Já não a via há quase 1 ano, mas sabia que ela estava ali, bem ali, alguns minutos de carro da minha casa e pronto. Agora era diferente, era pra valer. Definitivo. Definitivamente. Merda!

Falei com ela na mesma hora em que vi a postagem, marcamos de se ver mais tarde em um bar.

Éramos dois estranhos sentados juntos. As conversas não fluíam espontaneamente, eu perguntava, ela respondia, bebíamos nossas cervejas, ouvíamos a banda tocar e que banda ruim dos infernos! Mas era um desfile de beldades em roupas curtíssimas: shorts, saias, pernas grossas, bundas grandes para todos os lados, o que fazia valer a pena. Senti pelas respostas que me dava um pouco de rancor antigo guardado. Como na hora em que disse estar indo porque não havia laços fortes que a prendessem aqui, exceto a mãe e algumas amigas. Já que era sozinha a maior parte do tempo não havia diferença estar sozinha lá do que aqui. Falou isso olhando bem dentro dos meus olhos. Doeu.

Queria poder ter tido jogo de cintura e namorado com ela e com outros “esquemas” que tinha. Mas não dava, já tinha uma namorada. Amava ela, sério. E é bem difícil administrar um namoro e algumas amigas, imagine uma outra namorada oficial. Teria que ser um artista. Eu sempre me complicava na hora das ligações e das mensagens. Parece até que elas sentem quando eu estou com a “outra” pois, justamente nessa hora, é que zaping me. Tenho que deixar no vácuo ou desligar o telefone para a outra não notar, e depois me explicar para a outra do porquê não ter respondido. Tantas outras que chego a me confundir. Um certo amigo policial uma vez me explicou que o problema era apenas uma questão de hierarquia. Nós tínhamos que alocá-las em status diferentes para não ter confusão. Esposas, noivas, namoradas e “esquemas”. Nessa ordem. Um sistema de castas, um Karma. Simples assim, ou não.

Queria poder ser mais de um, ter várias vidas ou apenas que elas não ligassem para essas bobagens de fidelidade, 1→1. Eu era um elemento que me ligava a outros elementos de um conjunto universo. 1→U.

Fui deixá-la em casa depois do bar, nos beijamos dentro do carro na porta do condomínio. Pensei que ela fosse me convidar para subir, que faríamos amor, que dormiríamos juntos pela última vez antes da partida como se fôssemos namorados de anos, uma despedida para marcar o relacionamento que poderia ter existido mas que não houve.

Mas não. O orgulho dela foi maior que a vontade. Nos despedimos com beijos de língua automáticos, técnicos, sem tesão, sem formigamentos no corpo ou respirações fortes e aceleradas. Frio como a noite as 3h da manhã. No caminho as ruas escuras e vazias e o pensamento imerso em amores possíveis, outras pessoas, outros amigos, novas cidades para viver, identidade, aparências, uma nova vida. Quem sabe um dia não era eu que me mandava?

No dia seguinte ela retornou para a cidade em que nasceu, cidade de seus pais. Iria ficar com eles até o dia do embarque.

Não liguei, não mandei mensagens, não podia fazer isso com ela. Tinha que deixá-la ir. No dia da viagem fui até o aeroporto me despedir. Entre choros e soluços de parentes e amigas próximas demos um abraço de amigo, um aperto de mão e um simples tchau, não um adeus, apesar de que caberia perfeitamente, mas é uma palavra forte que as pessoas tem medo de pronunciar. E assim minha amiga foi embora respirar ares europeus. Não sei dizer exatamente o que senti estando ali presenciando aquela cena. me imaginei sendo o namorado dela, em uma realidade paralela talvez.

Adeus 02, obrigado por ter me proporcionado uma experiência boa, incrível, marcante. O que seria da vida se não fosse isso mesmo?

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¹ R.K  por ter despertado em mim o desejo de ser vários.

² Não sou um porco machista, acredite em mim. Isto é apenas uma história ficcional.